Dom José Adelino Dantas

Bispo Emérito de Ruy Barbosa

Data

1952 (ano da nomeação como Bispo)

Descrição

O escudo: De ouro com uma cruz preta que o divide em quatro quartéis, simboliza por certo a riqueza espiritual, que é a graça de Deus e a mercê da Santa Sé Apostólica extendendo-se em seu amor, aos quatro cantos do mundo. No centro se vê uma arruela vermelha, símbolo da caridade, cortada por três faixas onduladas de prata (fonte) que nos recordam as vertentes da graça dos sacramentos.

Sainte do bordo inferior do escudo, lado esquerdo do espectador, vê-se uma lança [de] haste preta, com o ferro ou lâmina e franchas vermelhas como sangue. Diz-nos muito essa lança no seu simbolismo. “Com uma lança abriu o Coração de Jesus — explica o Apóstolo, — e santo Agostinho comenta: não diz perfurou ou golpeou, mas abriu, para significar que aí está a porta (aberta) para a vida”. Desse coração aberto pela lança romana jorram água e sangue, fonte de vida (Batismo) e alimento vital (Eucaristia). É que tendo amado Cristo os seus até a morte e, mesmo além morte, infinem, para a vida eterna, deu a sua vida por todos.

O lema do brasão de d. José Adelino Dantas em homenagem ao Bispo de Natal que o conduziu ao Seminário, D. José Pereira Alves, de saudosa memória, é o mesmo este grande Bispo adotou: — “In finem diléxit”.

O Bispo das Almas, “Episcopus animarum”, seguindo o exemplo do Divino mestre também está disposto a entregar-se, pois que os ama até o fim, para a salvação e a vida eterna dos seus diocesanos.

As Insígnias são as mesmas insígnias episcopais, a saber: Chapéu prelatício de onde saem duas ordens de três fileiras de borlas de cor verde e a cruz processional eneimando o escudo.

Fonte

GCatholic

A Ordem (RN) de 13 de setembro de 1952